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quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
Ou a fuga! Quando escrevi as palavras de logo abaixo, com toda certeza foi em um lapso de sublime inspiração, não sabia eu que tinha tanto talento para a enrolação, talvez seja a academia que tenha feito isso comigo, mas julgo que em grande parte foi a école de vie, o movimento estudantil, a ETE, etc. No entanto, ao enviar tais escrituras para os saudosos companheiros, camaradas de primeira hora, eis que recebi um feed-back, uma devolutiva, para ser mais embromático. Vitor Hugo, vulgo Vitão, grande conselheiro, no apogeu de seu talento alumiou o caminho que devo seguir: Só na groselha. Este será o novo nome para este devido blogo, o significa ainda carece de maior clareza e explicação luso-filológico, mas em princípio é que para aguentar tanta embromação realmente só na groselha!
Saudações
PS: Agora começa um longo processo de transição, com idas e vindas, avanços e retrocessos, em última instância, um processo dialético.
segunda-feira, maio 18, 2009
Tenho notado que o mundo mudou e nosso blog não pode ficar atrás das mudanças globais, dos novos padrões e tecnologias digitais. A meu ver o nome já não tem um referencial na realidade por isso proponho ao público em geral, assíduos leitores, diga-se en passant, e aos demais colaboradores que por ocasião tem dados valorosas colaborações, mudar o nome do presente blog. Mas eis a questão crucial, a pedra fundamental, filosofal, monumental, estrutural...Qual?
Qual o nome mais certo para um blog incerto? Um blog que segue de perto as principais tendências de mudança, das nuances da vida do bits, que se comportam sabe lá deus como, quando e por quê?
O caso é que sem rumo e sem fumo, sem eira e nem beira, vamos seguindo nessa imensidão digital, virtual, virtuosa no sentido menos completo do termo, seguindo o fluxo das massas, de ar ou do que for, para um caminho por demais longínquo e sem volta em que tempo e o espaço resumem-se a uma mera comunhão binária.
Conheça-te a ti mesmo.
Seguindo os ensinamentos socráticos acho que se faz oportuno uma profunda reflexão tendo em vista as ditas mudanças, em que um mundo novo está sendo constuído sobre as ruínas do antigo temos de chegar ao conhecimento pleno de quem somos e o que queremos, para assim caminhar na direcção dos corações e mentes a serem libertados.
Este post lança luz sobre as linhas mestras do relevo sinuoso que temos pela frente, obscuro por vezes, confuso, mas irremediavelmente obrigatório aos que sã consciência ou não, estão devotados a justa quimera.
Saudações
Rafael Dantas
quinta-feira, abril 16, 2009
Sobre esta recente ofensiva do império decadente contra Cuba, só vem a reforçar que o novo presidente estadunidense muda a cor da casa branca mas não muda a essência. O criminoso embargo não foi tirado e só será revisto caso a ilha se enquandre aos ditames da democracia burguesa dos direitos humanos burguês, que é aquele maleável, funciona pra uns pra outros não! Porque eles não embargam a China?
Saudações
Ps: a mudança em Cuba já começou, antes mesmo da eleição de Obama, Raul é o novo comandante-em-chefe da ilha, e todos nós sabemos que ele tem mais tempo de militância que o próprio irmão.
quinta-feira, abril 02, 2009

A mudança está em curso
Para onde ela nos levará só o curso da história poderá responder. Alguma coisa acontece não só na fórmula 1, com o primeiro negro campeão, quanto na casa branca sinalizam um novo tempo. A crise tem a única superpotência a perder força, sua economia já vem se deteriorando, e a cada dia mais temos indícios de que o panorama geopolíco mundial se altera de forma irreversível. Um exemplo claro disso é China que aproveitando-se do momento e buscando melhorar sua posição na economia global começa a dar sinais mais ousados, como o lançamento do yuan como moeda internacional e potencializando através de seus contratos com outros países. Todavia as mudanças não se processam de imadiato mas o que intriga mesmo é visualizar tais movimentos.
domingo, maio 04, 2008
sábado, maio 03, 2008
Alguém me disse que conforme o centro do sistema fica mais reacionário a periferia tende a ficar mais revolucionária. No caso da América Latina isso pode ser notado com facilidade, alguns vão dizer que de esquerda o governo brasileiro não tem nada, não quero entrar nestes méritos, pois uns também afirmam que o Chávez é de direita e está servindo ao império, ou seja, pode varia muito conforme o gosto pessoal. Então vamos utilizar os padrões estabelecidos pela ótica da grande mídia, que outros, como Olavo de Carvalho, vão dizer que é comunista!
Em graus diferentes, e modos diferentes de se relacionar com o mundo e com sociedade interna: Brasil, Venezuela, Argentina, Uruguai, posteriormente Bolívia, Equador e agora o Paraguai. O caso do Chile, eu não sei ao certo o recorte temporal, mas ao que me parece é um centro-esquerda, seja lá o que isso quer dizer, que conversa com o mercosul, luta contra a caça predatória as baleias feita pelo Japão e negocia com os EUA. O Peru, tem lá um governo identificado com os EUA, a Colômbia é braço militar do pentágono aqui. É claro que não é estático o quadro, os processos políticos vão andando, concatenando, o império tentando sabotar, melar, dividir. Vide golpe político na Venezuela, a morte do dirigente das Farc, o plebiscito na Bolivia.
Os Estados Unidos, estão na defensiva fazem o jogo deles, mas se vacilar eles passam a perna mesmo, sem dó nem piedade. Mas a realidade é que foi investido muito no Oriente Médio, e pode não ter sobrado tempo, ou fôlego para a AL. Por isso que virou o que virou.
A concorrência também vem se acirrando, o Euro tem cada dia mais valor, os EUA tem cada dia mais inimigos, ou os seus inimigos tornam-se mais poderosos. Seus amigos na maioria das vezes são subjulgados e por isso guardam grandes ressentimentos. A União Européia é concorrente direto, a China é concorrente direto, fazem o jogo diplomático mas querem ver os americanos mesmo é pelas costas. Ao que parece os EUA chegaram ao um ponto cruncial de seu desenvolvimento, e o quadro é cada vez mais adverso, tanto no plano político como no econômico.
O que quero dizer é que o perfil da AL pode guardar profundas relações com o perfil do governo americano, sua realidade interna e sua política exterior. No entanto, falta pouco para a eleição presidencial e a mudança no quadro político, no pefil diplomático e no tipo de ofensiva imperialista. Tal pefil novo, pode não ser tão belicista, guerreiro e genocida, mas não significa que serão menos agressivos, pois o podem fazer de uma outra forma, mais velada. O que leva a todos a pensar que o império está menos reacionário, seguindo nesta linha eu pergunto, quais serão as atitudes e o comportamento da periferia diante desta nova realidade.
O que me passa a cabeça são duas coisas:
1) pode ser o acentuamento de uma perda da liderança mundial, a concretização do mundo multi-polar, com a evidência do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), sob a liderança da China
2) uma nova estratégia, uma nova política, para impedir a perda da hegemonia mundial.
São muitos os motivos que catam a queda do Império, mas só o tempo dirá quais foram realmente o que foram decisivos. No que tange a AL é preciso um esforço sobremaneira para manter as posições atuais, integrar e dinamizar a região. Não só no plano econômico, mas também cultural, de mais identidade entre os vizinhos. Fortalecendo assis os elos da região, pois a as investidas estão aí para quem quiser ver, e eles virão de várias formas e com estratégias diferentes e ousadas.
Ps: Esqueci de do caso do México, é claro que não vou saber todos os casos, mas o caso mexicano é emblemático, pois está nas barbas do império e é claro que seria muito perigoso se um governo nacionalista se estabelecesse ali.
Saudações
sábado, março 22, 2008
Questões atuais
Os recentes fatos geopolíticos de grande repercussão não escondem suas origens. É claro que eles estão diretamente ligados os interesses do Departamento de Estado norte-americano, ou alguém duvida disso? No caso do Tibete, o teto do mundo, que além de posição estratégica no tabuleiro, também é uma importante região hidrológica, onde formam-se os principais rios do sudeste asiático. Isso tudo ocorre num palco onde a China ganha cada vez mais importância econômica e prestigio mundial. É claro que depois de terem concentrado todas as suas energias no Afeganistão e Iraque, duas frentes de guerra ao mesmo tempo, e baixado a poeira, as ações do Império voltam a ganhar relevância e cada vez mais incisivas. A revolta no Tibete, tem vários sentidos, o primeiro as Olimpíadas de Pequim que se aproximam, uma outra faceta que explica é velha política romana de dividir para governar, uma tática tão velha mas com resultado certo. Dentro dessa questão unidade/divisão, pode-se alocar também as eleições em Taiwan, onde venceu o candidato que quer uma aproximação com China. A inter-relação dos fatos é impressionante, e interessante ver como um fato liga a outro.
Faz um tempo que a China vem transferindo os capitais acumulados na área litorânea, cujo desenvolvimento econômico é notável, para a área menos desenvolvida do país, o Oeste, a conquista do Oeste, não é novidade para ninguém que guarda relações com o desenvolvimento dos Estados Unidos, sua integração territorial e sua afirmação como potência. Visando esta integração territorial é possível verificar a construção de inúmeras ferrovias, inclusive uma ligando o Tibete, no esforço de desenvolver as outras regiões do país.
Essa máquina Chinesa que está sendo montada, se bem articulada e dinamizada, donde emergirá o maior proletariado do mundo sob a direção central de um Partido Comunista, causa medo e incerteza a qualquer falcão neocon da Casa Branca e mesmo do Pentágono.
Associado a estes fatos marcantes também podemos verificar ações aqui bem perto, na América do Sul, depois de um período em que ascenderam ao poder forças mais democráticas, populares e nacionais na região devido, sobretudo as crises econômicas da década de 1990 e o fracasso do neoliberalismo, as pegadas estadunidenses podem ser notadas com mais nitidez do que outrora. Tais pegadas denunciam o modus operandi do Império, "dividir para governar"!!! Uma integração latino americana, política, econômica e energética, juntamente com uma política externa mais soberana e que agisse em bloco de acordo com os interesses regionais seria extremamente nocivo a manutenção da posição de potência hegemônica mundial. A atuação política na região, apesar dos revezes eleitorais e do fracasso na tentativa de golpe na Venezuela tem uma participação ativa com propostas de sedução por meio de Tratados de Livre Comércio (TLC), no caso Chile e até mesmo no seio do Mercosul - as tentativas foram com Uruguai e Paraguai. Fora isso apenas, a regra foi fortalecer o aliado de primeira hora, a Colômbia, investir pesado no Plano, que é vendido como um plano de combate ao narcotráfico e ao terrorismo das Farc, mas que de inocente não tem nada e revela além desses objetivos outros tantos objetivos ocultos. Primeiramente pois se quiserem combater o narcotráfico eles teriam que pensar em derrubar o presidente Álvaro Uribe que tem estreita ligação com estes. Segundo, Equador e Venezuela são grandes produtores de petróleo objeto de cobiça dos EUA no mundo. Terceiro, a região amazônica faz parte do interesses americanos há muito tempo, ora mais explícitos, ora menos.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A notícia é velha, mas já tem algum tempo que entrou no ar a nova campanha publicitária da Companhia Vale do Rio Doce, que agora passa a ser denominada apenas Vale. Na prática muita gente já a chamava assim, no entanto trata-se de uma mudança institucional enlaçado com uma nova estratégia de marketing que procura reposicionar a marca, juntamente com um novo desenho para o símbolo da empresa com as cores verde e amarelo; tais mundanças trazem consigo a tentativa de a empresa identificar a marca com o país e apagar a idéia de ex-estatal.
A idéia é simples: que privatização da CVRD, aliás, a entrega da estatal seja aos poucos esquecida, empresa que hoje vale mais de 160 bi de reais, e que foi vendida por míseros 3,3 bi de reais!!! Alguns afirmam que na época do leilão seu valor já era algo em torno de 100 bilhões. Que fazer?
quarta-feira, janeiro 23, 2008

Caos instaurado no mercado financeiro?
É o que diz o noticiário e os números das bolsas do mundo todo, o que nós, simples mortais sentimos é pode dar bosta. Questões como "será este o momento em que Jesus volta?", "é o começo do fim?" ou "seriam os deuses astronautas?" vêm à tona numa situação de queda generalizada das bolsas do mundo todo. Tento aqui me lembrar das aulas de economia e procuro o papel onde estavam os gráficos dos ciclos de Juglar e Kondratieff para ver se tem alguma relação.
Mas hoje mesmo o Fed, atentes que fedesse mesmo e chegasse o apocalipse econômico, anunciou um corte generoso nos juros de 0,75%. Seja lá o que isso represente, a impressão que fica é que, dado o momento prolongado de crescimento da economia mundial, a calmaria, parecia natural que uma hora poderia cagar bosta, é preciso salientar também que toda esta esperança de que uma hora a vaca iria pro brejo talvez contribuíra sobremaneira para o pânico geral dos mercados. E quem me diz que isso também não é de certa forma alimentado... O capitalismo, não é mais o mesmo da crise de 29, e têm os seus mecanismos de controle, apesar de tudo parecer tão livre, a mão invisível as vezes é a dos órgãos governamentais que servem de suporte para estabelecer as regras do jogo. E mais, o Tio San é um grande conhecedor das leis econômicas e é difícil pensar que este vai ficar apático vendo seu modo de vida e seus negócios escorrerem pelo ralo, sem tomar providências, de modo que tal pânico também pode servir para uma reacomodação dos mercados, certo ajuste para corrigir incongruências. Incongruências oriundas das contradições da finaiceirização da economia global.
Todavia há de se ressaltar que as bolsas em queda livre jogam o preço das ações contra o solo, e não é preciso ser expert em mercado financeiro para saber que pode ser um bom momento para se comprar tais ações e/ou ampliar a carteira com aquelas que outrora estava inacessíveis. Tendo se em mente que o capitalismo não é mais o capitalismo 29, e que essa crise mais cedo ou mais tarde irá passar.
sexta-feira, janeiro 18, 2008

É, parece brincadeira, pegadinha do malandro, mas a realidade é que o Juiz de uma tal Vara de Minas Gerais proibiu a alegria da moçada, proibiu a comercialização dos jogos Counter Strike e EverQuest. Provavelmente este juiz não teve infância, muito menos juventude. É claro que jogar muito game pode te deixar um pouco retardado, prejudicar nos estudos, perder horas da sua vida numa besteira. Eu mesmo já passei horas na frente do computador montando cidades num certo jogo. O melhor era a opção que o jogador assume algumas funções de Deus, pode mandar raios, tornados, meteoros, destruir tudo, como prefeito você também pode foder a vida de seus munícipes. Se esse juiz visse este jogo então, não vou mencionar o nome pois vai que o tal juiz que gosta tirar doce da boca de criança lê meu blog!
Por outro lado, a proibição da comercialização do jogo pode ter um resultado positivo, sim pois ele pode ser distribuído de graça!!! Mas quem me diz que esta proibição não vai chamar mais a atenção para o tal game???
Por fim, o tal juiz afirma que o jogo estimula a subversão da ordem social e atenta contra o estado democrático de direito e a segurança pública... Acho que o Mst deveria mudar o seu foco, e transformar-se numa empresa de jogos para computador. Eu acho bom alguém avisar este doutor aí o que é que estimula a subversão social!!!
Saudações
terça-feira, janeiro 15, 2008
sexta-feira, janeiro 11, 2008
A tevê estava falando sozinha em casa hoje, logo após o almoço. Aquele jornalismo mundo-cão da Record, com aquele cara que grita pra câmera e que chega a irritar os ouvidos...Passando por ali parei e me interessei pelo que estava sendo noticiado: Manifestação dos Motoboys. Devido as novas regras de segurança para esses trabalhadores, parte da categoria decidiu se manifestar contrário as novas regras, que mexem diretamente no bolso dos mesmos. Para ser breve, não vou tocar na cobertura péssima da Record, nem nas novas regras impostas a tais trabalhadores, mas gostaria de abordar a velocidade com que essas motos andam pela cidade, uma velocidade que São Paulo lhes pede e exige, mas que eles é que pagam por ela com a aumento do seguro obrigatório, entre outros, e muitas vezes pagam com a própria vida. Esses trabalhadores, cachorro-louco do asfalto, o que eu noto, particularmente, são sempre jovens que não conseguiram uma profissão, não terminaram os estudos, ou arranjaram um filho e tais fatores o levaram a vida dos corredores por entre os carros no trânsito caótico da metrópole paulista.
Nesse caso prevalece o velho ditado de que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, ou seja, os motoboys. Uma profissão de altíssimo risco de vida, mal regulamentada, mal remunerada e de certa forma uma categoria nova, que impressiona pela sua solidariedade e união de seus pares, mesmo com precária organização sindical. O que ficou claro episódio, que me chamou a atenção fora a forma de manifestação, tradicionalmente como outros movimentos sociais, o alvo foi vias de grande fluxo de carros. Num ponto estratégico da Marginal Pinheiros eles se aglomeraram reduziram a velocidade de todo o fluxo, enfim pararam e estacionaram as motos por mais de dez minutos, causando um grande congestionamento que foi sentido na Marginal Tietê. O local era tão estratégico que polícia só teve uma alternativa para chegar até os manifestantes: ir pela contra-mão, ao aproximarem os PMs, os motoboys levantam vôo e liberaram o trânsito, mas não por muito tempo, cerca de 500 metros após o local onde os carros da polícia militar estava eles pararam novamente, dando um belo olé nos homens fardados. E então começou uma disputa entre gato e rato pelo trânsito da capital paulista, a PM foi reforçada pelos soldados de motocicletas, pois de carro não tinha nem chance. Até o momento em que fiquei assistindo o espetáculo, com direito a helicóptero da Rede Record e o narrador que hora apoia os manifestantes, hora condena com veemência as atitudes do movimento, tudo em busca de prender o telespectador, tinha havido uma prisão e os motoboys haviam se dispersado parcialmente, mas que paravam em outros pontos ou reduziam a velocidade do trânsito.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Al otro lado del río
Pra quem quer também saber o outro
lado da moeda, indíco aqui um site
importante para se obter informações
sobre Cuba e a América Latina.
Trata-se do Granma Internaciona, órgão oficial do Partido Comunistas de Cuba que dá uma visão diferente da grande mídia nacional e internacional sobre a ilha rebelde e que possui uma versão em português.
Fica aqui então a dica. Até breve!
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Martelando
Tem uma poesia que ronda meus pensamentos
uma poesia que nunca escrevi
ela vem, martela um bocado depois passa.
fico pensando em suas formas
suas curvas sinuosas
em suas contradições
e no quanto me intriga
Mas de volta a lucidez cotidiana,
percebo os que estão a minha volta (no busão)
que poesia será que paira em suas cabeças?
Romântica? Parnasiana?
Concreta?
Eis que uma se revela:
o Rap, num celular!
Parece até grito de protesto
em meio ao templo do consumismo,
em meio a outro templo
do culto ao corpo
no trânsito da avenida Industrial
Horário de pico
Qual será a poesia da academia?
"Tuntz... tuntz... tuntz..."
"Vai lá, 1, 2, 3...10!
De novo...!"
Penso num título, não me vêm
mas reparo no DVD do carro ao lado
a poesia dele me chama a atenção
dança e canta em inglês
poderia rimar com burguês?
Não!
Não é fundamental rimar hoje.
Chega o terminal, muitas saltam
outras descem
e qual a poesia que nos une?
Existe poesia para todos?
Sei não...
Espero que sim
Chegou meu ponto
desembarco da viagem
outra hora, outro dia ela volta
martela, me encuca,
uma hora boto no papel.
Rafael Dantas
03/07/07
domingo, novembro 18, 2007
vou publicá-la aqui, sem pedir permissão é claro! E também para tentar do marasmo instaurado neste blog. Abraços:)
É o gás, estúpido: Isso aqui você NUNCA vai ler, ver ou ouvir na mídia brasileira | |
Um leitor reclama que sou contra Chávez e a favor dos colonizadores. Não é bem assim. Acho que o Chávez fala mais do que deveria. Poderia fazer tudo o que faz sem dar à mídia internacional, que quer a cabeça dele, a chance de isolá-lo. Lula vai visitar Fidel Castro na semana que vem. Seria bom que pedisse ao mentor de Chávez que aconselhasse o venezuelano a "baixar" a bola. Isso não se faz em público. Deve ser feito na quietude, na maciota, na linguagem cifrada tão cara à diplomacia brasileira, que é boa de bola. Outra amiga, ítalo-brasileira, me liga para saber se estou com Zapatero - o primeiro-ministro do Partido Socialista espanhol - ou com Chávez. O debate entre eles, no encerramento da Cúpula Iberoamericana, esquentou o sangue de Vossa Majestade, que saiu apontando o dedo e dando ordens ao súdito. Zapatero-Chávez é a falsa polêmica. Zapatero fez média com o antecessor, de quem vem apanhando feio através da mídia espanhola, que é francamente (sem trocadilho) favorável ao Partido Popular, de José Maria Aznar. Zapatero defendeu o adversário político, que Chávez chamou de fascista, para dar satisfação aos espanhóis, para "defender a honra" espanhola. Aznar, se vocês não sabem, é muito bem articulado. Com a Coroa espanhola, com a Igreja Católica, com George Bush, com Fernando Henrique Cardoso. O Partido Popular, que ele dirige, tem um discurso velado para não ofender a sensibilidade dos eleitores centristas da Espanha. Mas, trocando em miúdos, está na onda européia do momento: xenofobia, defesa do catolicismo e do Ocidente contra o Oriente dos "bárbaros" muçulmanos, chineses e assim por diante. Se vocês fizerem uma necropsia nos discursos de Aznar, vão descobrir traços comuns com os de vários partidos do mundo, inclusive com uma facção do PSDB brasileiro, a de Geraldo Alckmin. Ou com o discurso do Jornal da Globo. Ou com o que a TV Globo prega, o que é sinistro para uma emissora que fala a tantos mestiços, negros e pobres. É tradição, família e propriedade. É nós contra eles. No Brasil, nós do asfalto contra "eles" do morro; nós do Sul Maravilha contra "eles", que sustentam o governo em troca de esmola; nós, educados em Yale, contra "eles", a mestiçagem que sobe pelo elevador de serviço e dorme no quarto de empregada. Quando alguém aponta para esse discurso que, francamente (sem trocadilho) tem tons racistas e integralistas, eles se defendem dizendo que tem gente incitando à LUTA DE CLASSES. Hoje as pessoas que procuram fontes de informação fora do Brasil sabem que a grande mídia brasileira omite, deturpa e manipula as informações sobre a Venezuela. Descaradamente. É como se estivesse em campanha eleitoral. Qual é o sentido disso, se os brasileiros não vão votar no plebiscito de 2 de dezembro, na Venezuela? O povo não é bobo, nem a Rede Globo. O objetivo concreto é evitar a entrada da Venezuela no Mercosul. Quem não quer a Venezuela no Mercosul? Os Estados Unidos, com certeza. As empresas representadas por Aznar também não. Eles são idiotas? Não. Pensam lá na frente. A Venezuela no Mercosul fortalece as posições do bloco nas negociações econômicas com a União Européia e os Estados Unidos. Abre de novo a porta para a ALCA, ou pelo menos para um acordo comercial americano com o Brasil se o PSDB reassumir o poder em 2010. Se eles estivessem MESMO preocupados com a democracia, estariam fazendo discursos no Congresso, publicando capas de revista e pedindo a cabeça TAMBÉM do ditador paquistanês Pervez Musharraf, que prendeu advogados, oposicionistas e colocou uma aliada americana em prisão domiciliar. O ditador Musharraf é chamado de presidente. Não tem campanha na mídia contra ele. Nem contra os reis "democratas" da Arábia Saudita. Eles são NOSSOS, entenderam? Esse pessoal pensa longe. A turma que governou com Bush começou a "tramar" lá atrás. Ainda no governo Clinton já tinha escrito e divulgado um documento batizado de "Projeto para Um Século Americano", que prega a hegemonia americana em terra, no mar, no ar e no espaço. Assinaram o documento muitos daqueles que assumiram o poder com Bush, inclusive o ex-secretário de defesa Donald Rumsfeld. Antes da ocupação do Iraque, lembrem-se que Rumsfeld foi porta-voz da divisão da Europa entre "velha Europa" (a que não apoiou a ocupação americana) e a "nova Europa" (Espanha, então governada por Aznar, Portugal, Polônia e outros países do leste europeu que trocaram apoio à guerra por proteção americana contra os russos e vantagens comerciais). Quem mandou tropas para o Iraque, depois da tremenda pressão exercida pelos Estados Unidos em todo o mundo, para formar aquela coalizão meia boca? Tony Blair e José Maria Aznar. Os europeus, em geral, não caíram naquele engodo de Europa velha vs. Europa nova, porque torpedeava a União Européia e enfraquecia o poder de barganha dela diante dos Estados Unidos. Muitos dos brasileiros estão caindo no engodo do discurso que divide os líderes da América Latina entre "mocinhos" e "bandidos", um discurso formulado no Departamento de Estado do governo Bush. É o dividir para governar, em versão recauchutada, que abastece a artilharia da máquina de propaganda. "Época" e "Veja" dedicaram capa ao Chávez uma em seguida à outra, às vésperas da Cúpula Iberoamericana. Não acho que tenha sido por acaso. O objetivo é causar constrangimento, afastar Lula cada vez mais de Chávez e bombardear a entrada da Venezuela no Mercosul. O que os americanos tentaram com a Europa - e não deu certo - agora patrocinam na América Latina, desta vez com apoio da turma do Aznar, de facções do PSDB e de oligarcas brasileiros. Será que são doidos? Não, ninguém dá tiro no pé. Grupos espanhóis têm grandes interesses econômicos na região, em parceria com grupos locais. Os americanos querem o petróleo da Venezuela, do Equador e o gás boliviano. Que americanos? As grandes companhias de petróleo, que a dupla Bush-Cheney representa na Casa Branca. Essas empresas têm trilhões de dólares investidos em infraestrutura. Os Estados Unidos importam petróleo e gás. Tornam-se cada vez mais reféns do fornecimento externo. Gastam mais, por ano, do que é descoberto. E as novas descobertas acontecem em regiões que eles (ainda) não controlam politicamente. O que representa Hugo Chávez? Um Mussolini mameluco, como definiu o Estadão? Isso é propaganda, gente. Chávez tem falado em uma OPEP do gás, que juntaria a Venezuela, a Bolívia, o Irã e quem sabe a Rússia. Essa OPEP do gás controlaria mais da metade da produção de gás do planeta. Chávez e Morales não querem entregar os recursos de seus países de graça. O gás ganha importância na matriz energética americana. Olhem o mapa dos terminais de reconversão de gás liquefeito para produzir energia. Não estamos falando de meia dúzia de lâmpadas. É energia essencial para a indústria americana: Olhem aí a origem do gás importado pelos Estados Unidos: Pensem comigo: as gigantes do petróleo vão descartar a infraestrutura de trilhões de dólares que levou um século para ser construidá, da noite para o dia? Não. Vão brigar pelas gotas de petróleo e pelo direito de explorar, do jeito mais lucrativo para elas, as reservas de gás estejam onde estiverem. Ninguém menos que o vice-presidente americano Dick Cheney foi à China fazer lobby pela ExxonMobil na disputa para fornecer gás aos chineses, num negócio que envolvia o Qatar, protetorado americano no Golfo Pérsico. Os Estados Unidos estão no Iraque para promover a democracia? Tenham dó. Os americanos queimam 15 mil litros de gasolina POR SEGUNDO e agora controlam território onde existem grandes reservas de petróleo, que praticamente brota da terra, levíssimo, de custo de refino baixíssimo em relação, por exemplo, ao da Venezuela. Na "big picture", para os financiadores de Bush, o que representam 5 mil soldados mortos? As empresas de petróleo passaram a investir cada vez mais em gás, que antes era praticamente descartado por causa da dificuldade de lidar com o produto e da falta de tecnologia para transportá-lo e transformá-lo. Essas empresas não existem no mundo da fantasia, nem em teorias conspiratórias. Elas são grandes. Elas tem acionistas. Elas bancam termelétricas que queimam gás. Elas querem lucrar. Os executivos delas existem fisicamente. Eles contratam lobistas. Eles são representados em governos. Eles olham para o mundo e não gostam do que enxergam no futuro: precisam de acesso ao petróleo e gás, mas ele é propriedade estatal no Oriente Médio e, pior ainda, nas proximidades do maior e mais lucrativo mercado de energia do mundo, os Estados Unidos: Bolívia, Venezuela e Equador, os dois últimos integrantes da OPEP. O gás da Venezuela é o mais próximo do mercado americano. É liqüefeito e transportado em navios-tanque para os Estados Unidos, para ser reprocessado. Antes de queimar biomassa ou biocombustível, anotem aí, teremos o auge do gás, para produção de eletricidade. Ou vocês acham que os americanos vão apagar as luzes, como os brasileiros fizeram, para economizar? Qual era o plano do antecessor de Evo Morales, Sanchez de Lozada, que foi eleito na Bolívia com apoio de marqueteiros americanos e agora está exilado nos Estados Unidos? Fazer um acordo com o Chile, inimigo histórico dos bolivianos - por ter tomado o acesso da Bolívia ao mar - e exportar gás para os Estados Unidos, em navios-tanque. Essa idéia inflamou tanto os nacionalistas que o apóstolo do neoliberalismo foi expulso da Bolívia. O governo Morales pediu aos Estados Unidos a extradição de Lozada, por conta da repressão aos protestos que resultaram na morte de dezenas de pessoas. Pergunto: vocês acreditam que Washington vai entregar o "parceiro"? Depende da recompensa. Olhem agora os mapas: o gás da Bolívia abasteceria a costa Oeste dos Estados Unidos. E o gás da Venezuela já abastece parte da costa Leste dos Estados Unidos. Ou seja, enquanto a mídia brasileira fica discutindo as picuinhas, informando a você que agora tem um toque de celular com o rei da Espanha mandando Chávez calar a boca, não te conta o essencial, não te diz nada sobre os verdadeiros motivos da disputa. Poderia até tomar partido, como faz. Mas se você fosse informado dos grandes interesses econômicos que se movem nos bastidores, iria compreender que, ao Brasil, interessa ter a Venezuela no Mercosul, até porque amarra Chávez a tratados regionais. Ele poderá espernear à vontade, mas terá que decidir em grupo. Porém, a eficaz máquina dos Mesquita, dos Civita, dos Frias e dos Marinho está a serviço das grandes empresas, sejam elas espanholas ou americanas. Notem que os sobrenomes dos controladores da grande mídia brasileira não são de mamelucos, nem de cafuzos. Quando eles precisam de algum mameluco, negro, cafuzo ou árabe, eles alugam, desde que repita o discurso da superioridade da turma que habita o topo do PIB brasileiro, que por acaso é branca e veio da Europa. Se não veio, vive mentalmente lá ou em Miami. Não é mentira do Chávez, quando ele diz que há um grupo de ex-presidentes no circuito internacional de palestras repetindo a mesma ladainha: além de Aznar, o peruano Alejando Toledo, o mexicano Vicente Fox e o brasileiro Fernando Henrique Cardoso, cada um usando seus próprios argumentos. Eu lhes pergunto: se o Hugo Chávez fosse presidente do Paraguai, alguém se importaria com ele? Quanto o Paraguai produz de petróleo e gás? Eu juro por Deus que este gráfico, da produção de petróleo do Paraguai, foi tirado do Livro da Central de Inteligência Americana sobre fatos do mundo, o "CIA World Factbook". Reflete, em milhares de barris por ano, a produção paraguaia de petróleo, de 1980 a 2004: ZERO. Publicado em 14 de novembro de 2007 Olhaí a juventude fascista, que está em ascensão na Europa e em processo de formação no Brasil. Os que aparecem na foto são italianos, da torcida do Roma. Na TV Viomundo, muitos deles deixam mensagens: olhem lá. A estirpe é a mesma dos jovens de classe média do Rio que bateram na mulher negra achando que ela era prostituta. Esse desprezo pelo diferente e pelo que consideram "pior" aprenderam em casa, lendo revistas semanais, assistindo a certos telejornais... Quando eles saírem batendo em jornalistas, a quem acusam de "comunistas, viados e maconheiros", não digam que não avisei. Acrescentado em 14 de novembro de 2007 Como é véspera de feriadão, divirtam-se com o mapa de 1945. Procurem ali, à esquerda, para encontrar quantos países já foram colonizados pelo Brasil, pela Venezuela e pela Bolívia. Quantos países a Venezuela invadiu? Quantos países os Estados Unidos já invadiram SÓ na América Latina, ANTES MESMO DA EXISTÊNCIA DA AMEAÇA COMUNISTA? México, Nicarágua, Haiti, Cuba, sem falar no estímulo para a "independência" do Panamá, com o objetivo de construir o canal. E, mais recentemente, voltaram ao Panamá. O general Noriega, ex-informante da CIA, também era comunista comedor de criancinhas? O ruim não é ter sido colonizado. É CONTINUAR com a cabeça de colonizado mais de 500 anos depois. Acrescentado em 14 de novembro de 2007 | |
sexta-feira, outubro 12, 2007
eu sei que estou. Mas vou explicar. O caso é que eu era um estudante trabalhador de final de semana, com muito tempo livre e internet à disposição e alguma energia pra gastar. Resolvi criar este blog para falar do aquecimento global, da poluição, da mídia, das injustiças sociais e todo esse blá, blá, blá que você caro leitor já conhece (rs!). Se não conhece é bom se atualizar, ou não. As vezes talvez seja melhor ser alienado e não ver estas contradições no seio da sociedade, e por isso não sofrer, não sentir. Mas enfim, eu senti, vi, refleti. Limitado é claro, míope talvez, mas tentado botar pra fora tais sentimentos, de uma forma talvez lúdica.
No entanto, neste meio de ano tudo mudou, acabei passando no vestibular da unesp para geografia em Ourinhos, interior de São Paulo. Longe de tudo e de todos, tomei tinta na cara, tive os cabelos raspados, e tomei banho de lama. Entrei em outro universo, o universo universitário. Tomei contato com pessoas diferentes, com palavras diferentes, com posturas...etc. Mas este não é caso, não é onde quero chegar, nem sei porque fui neste sentido! O que quero dizer, é que não tenho mais todo o tempo que tinha para atualizar o blog como antes, também não estou mais no olho do furacão, em São Paulo, sendo bombardeado pela mídia impressa, escrita, falada, televisionada, cagada ou cuspida. A notícia em Ourinhos chega depois, em forma de boato, quando chega, depende da sua disposição em recebê-la. Há muitas coisa a fazer, muitas a não fazer, tenho um trampo já lá, uma bolsa, pra me ajudar a sobreviver neste fim de mundo e pra falar a verdade estou em dúvida quanto ao aquecimento global. Tem muita gente falando a favor, alguns falando contra, outros no meio termo e isso me cheira mudança no padrão de consumo sendo implementado pelo capitalismo visando o fim do petróleo. Sei-lá, posso estar errado, ou não!
No mais, acho que este blog talvez precise de uma reflexão sobre o seu papel na sociedade...rs, nem tanto, mas talvez uma razão de existir, lembrando que sobre o governo Lula, não li inteiro o texto do eduardo, mas como eu sou sempre o mais lerdo em perceber as coisas, gostaria de ressaltar o caráter neoliberal deste governo que está cada vez mais sendo exposto em suas ações. É a social-democracia entranhada na esquerda nacional, é a tentativa de amansar o capitalismo. Ledo engano, acham que o socialismo virá com a simples evolução e não com a Revolução.
Saudações
Rafael Dantas


