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sábado, setembro 02, 2006

Me passaram muitas idéias pela cabeça para colocá-las aqui, porém não consegui sentar e organizá-las. Para não ficar sem atualizações vou postar aqui as duas redações que fiz no cursinho. Fiquem à vontade para comentar, xingar e blasfemar...rs* (Lembrando que tanto em gramática como em matemática, sou um zero à esquerda!)





Guerra e Paz


O bombardeio é diário, quase ininterrupto. Não, não estamos falando de nenhuma guerra no Oriente Médio, tampouco disputa territorial qualquer, a batalha aqui é outra. O que está em jogo não é o petróleo ou jazidas de diamantes e sim nada menos que pessoas, suas mentes e força de trabalho. Do outro lado estão as grande transnacionais e conglomerados empresariais do mundo desenvolvido em uma busca infinita por novos mercados e ampliação dos lucros.

Nesta empreitada global vale tudo. Vale criar conflitos para aquecer o mercado bélico, vale destruir para ajudar as empresas de infra-estruturas, vale tráfico humano – quem pensa que a escravidão acabou está enganado, apenas tomou novas formas e tem se esforçado para camuflar os bilhões de dólares que movimenta. Vale também usar a arte para vender produtos, para alienaras pessoas; são utilizadas todas as armas, tanto tecnológicas quando psicológicas.

No meio deste tiroteio sabe-se que boa parte desta munição é ideológica, e encontra nos meio e encontra nos meios de comunicação em massa o seu principal instrumento. Como o cinema que cria heróis e vilões de acordo com as potências capitalistas. Mente, ilude! Não é por acaso que a maior industria cinematográfica do planeta pertence ao maior império de nossos dias.

Ditando comportamentos, criando modas, manipulando, pregando o individualismo os marechais do entretenimento promovem a mesquinhez e implantam a sórdida lógica da competição, quando deveríamos ter cooperação. Uma outra arma importante e utilizada em larga escala e a religião, que tem um poder fogo muito grande; por mais que tenha havido a quebra do monopólio da Igreja Romana ela ainda continua certeira em alvejar o povo com seus dogmas e transformar o sofrimento deste mundo em glória no outro, a guerra daqui na paz de lá. No entanto esta não é uma campanha vencida e cada dia surgem novos focos de resistência e novas formas de preservar nossa cultura e identidade, de respeito a pluralidade e sobretudo de sonhar.






Aprecie com moderação


Ele está cada vez mais presente, já deixou de ser artigo de luxo e hoje figura em distintos estabelecimentos desde supermercados até padarias. Tudo está conectado: bancos , universidades, governos, pessoas; uma infinidade de serviços “on line” agilizam os negócios e auxiliam na tomada de decisão. Um investidor, por exemplo, pode controlar suas aplicações nas bolsas de Tóquio e Frankfurt diretamente de seu laptop numa ilha caribenha.

Ao passo que os avanços que os avanços tecnológicos vão transformando a vida das pessoas, dando rapidez às comunicações, também cria novos problemas como a exclusão digital, crimes cibernéticos e ao mesmo tempo que aproxima pessoas as afasta, assim como facilita a pesquisa escolar de um estudante o prejudica por entregar-lhe pronto (a conhecida prática do “Copiar e Colar”).

Problemas esses que têm origem nas desigualdades sociais, no consumismo e na falta de propósito de nossa sociedade. Se considerarmos que as tecnologias da informação são fundamentais para a vida das pessoas, que ajudam na educação, na pesquisa, tarefas cotidianas, divulgação e troca de informação então temos uma grande batalha pela frente: democratizar o acesso à multidão de excluídos digitalmente. Por outro lado tem que se ter propostas e cuidados – assim como a cerveja, há de se apreciar com moderação, a arte pela arte não cumpre papel algum. Pois muitas pessoas perdem-se nos sítios de relacionamentos, programas de mensagens instantâneas e nas febres da moda virtual como “fotologs” e “blogs”, deixando de lado o convívio presencial, o olho no olho, o cara à cara, abraço forte, por horas e horas na frente do microcomputador.

Tais mecanismos tecnológicos podem ser muito úteis na divulgação de idéias, de trabalhos científicos e artísticos por ser mais acessível que a grande mídia, porém tomando-se cuidado com a alienação. Tem de ser usada de forma colaborativa e servir como arma para combater as desigualdades, expandir a ciência, a cultura e a arte e não aprisionar as pessoas.



Saudações

domingo, agosto 27, 2006

Névoa seca

(Smog)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



 Forte névoa seca formada sobre Santiago do Chile
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Forte névoa seca formada sobre Santiago do Chile

Assim como a neblina, a névoa seca (também conhecida por haze, smog ou nevoeiro fotoquímico) é formada quando há a condensação de vapor d`água, porém em associação com a poeira, fumaça e outros poluentes, o que dá um aspecto acinzentado ao ar. É muito comum a ocorrência desse fenomêno nas grandes cidades e metrópoles, sobretudo nos dias frios de inverno, quando ocorrem associados à presença de uma inversão térmica.

Não é intuito deste blogue tratar de meteorologia, apesar de o assunto me atrair, o título Smog é apenas para lembrarmos sempre o que está ocorrendo com o meio ambiente e como estamos destruíndo o mundo que vivemos, não quero ser repetitivo, mas onde isso vai parar? Até onde a Terra conseguirá manter esta estabilidade que nos possibilita viver?

Sou jovem e moro em São Paulo, me sinto muito incomodado nestes dias de inverno seco e quente (isso mesmo, inverno quente!), em que andar é prejudicial a saúde. A baixa humidade relativa do ar faz-me sentir apertar a garganta como se fosse um nó de gravata, a garganta e os lábios secam rapidamente. Todo paulistano, por default, tem problemas respiratório!

Me pergunto, todas as vezes que o nó da gravata aperta, se as outras pessoas também não sentem que estamos sendo enforcados. Ninguém nota que estamos trabalhando para o nosso prórpio fim?

Sei que muitas pessoas tem ciência dos problemas ambientais que nos afligem, posto que pelo mundo a fora existem organizações e pessoas lutando pelo preservação do meio ambiente, e digo que estão muito certos, mas parece não ser o bastante. Parece-me que sempre vence é o individualismo, o capitalismo e sua selvagem destruição.

Ou mudamos esta realidade, e acredito que há tempo, que podemos mudar, ou estamos fadados a sobreviver em um mundo cada vez mais caótico e com a natureza cada vez mais hostil. Não ficaremos impunes, para cada ação há uma reação!

Saudações


Ps: Você morador de uma grande cidade, todoas as vezes que acordar bem cedo e sair a rua e ver aquela neblina feia, lembre-se, não é uma simples neblina é Smog!