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quarta-feira, janeiro 23, 2008



Caos instaurado no mercado financeiro?

É o que diz o noticiário e os números das bolsas do mundo todo, o que nós, simples mortais sentimos é pode dar bosta. Questões como "será este o momento em que Jesus volta?", "é o começo do fim?" ou "seriam os deuses astronautas?" vêm à tona numa situação de queda generalizada das bolsas do mundo todo. Tento aqui me lembrar das aulas de economia e procuro o papel onde estavam os gráficos dos ciclos de Juglar e Kondratieff para ver se tem alguma relação.
Mas hoje mesmo o Fed, atentes que fedesse mesmo e chegasse o apocalipse econômico, anunciou um corte generoso nos juros de 0,75%. Seja lá o que isso represente, a impressão que fica é que, dado o momento prolongado de crescimento da economia mundial, a calmaria, parecia natural que uma hora poderia cagar bosta, é preciso salientar também que toda esta esperança de que uma hora a vaca iria pro brejo talvez contribuíra sobremaneira para o pânico geral dos mercados. E quem me diz que isso também não é de certa forma alimentado... O capitalismo, não é mais o mesmo da crise de 29, e têm os seus mecanismos de controle, apesar de tudo parecer tão livre, a mão invisível as vezes é a dos órgãos governamentais que servem de suporte para estabelecer as regras do jogo. E mais, o Tio San é um grande conhecedor das leis econômicas e é difícil pensar que este vai ficar apático vendo seu modo de vida e seus negócios escorrerem pelo ralo, sem tomar providências, de modo que tal pânico também pode servir para uma reacomodação dos mercados, certo ajuste para corrigir incongruências. Incongruências oriundas das contradições da finaiceirização da economia global.
Todavia há de se ressaltar que as bolsas em queda livre jogam o preço das ações contra o solo, e não é preciso ser expert em mercado financeiro para saber que pode ser um bom momento para se comprar tais ações e/ou ampliar a carteira com aquelas que outrora estava inacessíveis. Tendo se em mente que o capitalismo não é mais o capitalismo 29, e que essa crise mais cedo ou mais tarde irá passar.

sexta-feira, janeiro 18, 2008



É, parece brincadeira, pegadinha do malandro, mas a realidade é que o Juiz de uma tal Vara de Minas Gerais proibiu a alegria da moçada, proibiu a comercialização dos jogos Counter Strike e EverQuest. Provavelmente este juiz não teve infância, muito menos juventude. É claro que jogar muito game pode te deixar um pouco retardado, prejudicar nos estudos, perder horas da sua vida numa besteira. Eu mesmo já passei horas na frente do computador montando cidades num certo jogo. O melhor era a opção que o jogador assume algumas funções de Deus, pode mandar raios, tornados, meteoros, destruir tudo, como prefeito você também pode foder a vida de seus munícipes. Se esse juiz visse este jogo então, não vou mencionar o nome pois vai que o tal juiz que gosta tirar doce da boca de criança lê meu blog!
Por outro lado, a proibição da comercialização do jogo pode ter um resultado positivo, sim pois ele pode ser distribuído de graça!!! Mas quem me diz que esta proibição não vai chamar mais a atenção para o tal game???
Por fim, o tal juiz afirma que o jogo estimula a subversão da ordem social e atenta contra o estado democrático de direito e a segurança pública... Acho que o Mst deveria mudar o seu foco, e transformar-se numa empresa de jogos para computador. Eu acho bom alguém avisar este doutor aí o que é que estimula a subversão social!!!


Saudações

terça-feira, janeiro 15, 2008

Engraçado como os discursos sobre democracia se desmontam com os fatos...Por que Bush não fala nada sobre a democracia ao rei Abdallah da Arábia Saudita????? Eis a questão!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Motoboys param o trânsito de São Paulo e dão olé na PM

A tevê estava falando sozinha em casa hoje, logo após o almoço. Aquele jornalismo mundo-cão da Record, com aquele cara que grita pra câmera e que chega a irritar os ouvidos...Passando por ali parei e me interessei pelo que estava sendo noticiado: Manifestação dos Motoboys. Devido as novas regras de segurança para esses trabalhadores, parte da categoria decidiu se manifestar contrário as novas regras, que mexem diretamente no bolso dos mesmos. Para ser breve, não vou tocar na cobertura péssima da Record, nem nas novas regras impostas a tais trabalhadores, mas gostaria de abordar a velocidade com que essas motos andam pela cidade, uma velocidade que São Paulo lhes pede e exige, mas que eles é que pagam por ela com a aumento do seguro obrigatório, entre outros, e muitas vezes pagam com a própria vida. Esses trabalhadores, cachorro-louco do asfalto, o que eu noto, particularmente, são sempre jovens que não conseguiram uma profissão, não terminaram os estudos, ou arranjaram um filho e tais fatores o levaram a vida dos corredores por entre os carros no trânsito caótico da metrópole paulista.
Nesse caso prevalece o velho ditado de que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, ou seja, os motoboys. Uma profissão de altíssimo risco de vida, mal regulamentada, mal remunerada e de certa forma uma categoria nova, que impressiona pela sua solidariedade e união de seus pares, mesmo com precária organização sindical. O que ficou claro episódio, que me chamou a atenção fora a forma de manifestação, tradicionalmente como outros movimentos sociais, o alvo foi vias de grande fluxo de carros. Num ponto estratégico da Marginal Pinheiros eles se aglomeraram reduziram a velocidade de todo o fluxo, enfim pararam e estacionaram as motos por mais de dez minutos, causando um grande congestionamento que foi sentido na Marginal Tietê. O local era tão estratégico que polícia só teve uma alternativa para chegar até os manifestantes: ir pela contra-mão, ao aproximarem os PMs, os motoboys levantam vôo e liberaram o trânsito, mas não por muito tempo, cerca de 500 metros após o local onde os carros da polícia militar estava eles pararam novamente, dando um belo olé nos homens fardados. E então começou uma disputa entre gato e rato pelo trânsito da capital paulista, a PM foi reforçada pelos soldados de motocicletas, pois de carro não tinha nem chance. Até o momento em que fiquei assistindo o espetáculo, com direito a helicóptero da Rede Record e o narrador que hora apoia os manifestantes, hora condena com veemência as atitudes do movimento, tudo em busca de prender o telespectador, tinha havido uma prisão e os motoboys haviam se dispersado parcialmente, mas que paravam em outros pontos ou reduziam a velocidade do trânsito.

quinta-feira, janeiro 10, 2008


Al otro lado del río

Pra quem quer também saber o outro
lado da moeda, indíco aqui um site
importante para se obter informações
sobre Cuba e a América Latina.
Trata-se do Granma Internaciona, órgão oficial do Partido Comunistas de Cuba que dá uma visão diferente da grande mídia nacional e internacional sobre a ilha rebelde e que possui uma versão em português.
Fica aqui então a dica. Até breve!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Depois de um tempo de inatividade aqui, aproveito as férias para colocar uma poesia minha. Até breve:)


Martelando

Tem uma poesia que ronda meus pensamentos
uma poesia que nunca escrevi
ela vem, martela um bocado depois passa.
fico pensando em suas formas
suas curvas sinuosas
em suas contradições
e no quanto me intriga

Mas de volta a lucidez cotidiana,
percebo os que estão a minha volta (no busão)
que poesia será que paira em suas cabeças?
Romântica? Parnasiana?
Concreta?
Eis que uma se revela:
o Rap, num celular!
Parece até grito de protesto
em meio ao templo do consumismo,
em meio a outro templo
do culto ao corpo
no trânsito da avenida Industrial
Horário de pico

Qual será a poesia da academia?
"Tuntz... tuntz... tuntz..."
"Vai lá, 1, 2, 3...10!
De novo...!"

Penso num título, não me vêm
mas reparo no DVD do carro ao lado
a poesia dele me chama a atenção
dança e canta em inglês
poderia rimar com burguês?
Não!

Não é fundamental rimar hoje.

Chega o terminal, muitas saltam
outras descem
e qual a poesia que nos une?
Existe poesia para todos?
Sei não...
Espero que sim

Chegou meu ponto
desembarco da viagem
outra hora, outro dia ela volta
martela, me encuca,
uma hora boto no papel.

Rafael Dantas
03/07/07